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Museu do Peter

   
  O Museu Técnica Artistas

O museu de Scrimshaw do "Peter" nasceu em 1986 e constitui hoje um local de visita obrigatória para todos os que demandam o Faial. A sua importância é por todos reconhecida na medida em que lá se preserva, através das peças em exposição, o testemunho e a memória dessa grande aventura que foi a caça à baleia, principalmente nas ilhas do Faial e pico.

Apesar da caça à baleia ser tradicional e habitual ao longo das costas da Noruega e noutros países nórdios, foram, no entanto os pescadores bascos os primeiros a explorarem de uma forma extensiva e sistemáica a caça á baleia como uma indústria, havendo testemunhas desta sua actividade desde século X em regiões tão longínquas como a Islândia. As viagens de descobrimento no XVI trouxeram ao conhecimento grabdes quantidades de baleias assinaladas no Ártico e das quais os Holandeses e os ingleses foram os primeiros a aproveitar-se.

 

 

E com a caça à baleia veio também o "Scrimshaw". O termo "Scrimshaw" tem dois sentidos: por um lado, em sentido geral, designa uma forma de arte e, por outro lado, em sentido restrito, aplica-se aos diferentes produtos dessa arte. Nascido a bordo das baleeiras da Nova Inglaterra como forma de ocupar o tempo durante as longas horas de lazer a bordo, esta forma de artesanato desenvolveu-se através de um processo de gravura e escultura em dente e osso de baleia, abarcando uma grande variedade da objectos, tanto de uso como ornamentais, feitos normalmente como lembranças para familiares. A origem do "Scrimshaw" é um dos mistérios ainda não resolvidos no presente. As teorias explicativas variam muito e vão desde os autores que a fazem remontar à influencia da cultura esquimó nos baleeiros da Nova Inglaterra até aos que o consideram como uma arte marítima e indígena americana, passando por outros que fazem acentuar a influência dos ilhéus dos Mares do Sul nos baleeiros americanos. Mais plausível é a explicação de Edouard A. Stackpole, que considera o "Scrimshaw" simplesmente como o desenvolvimento, no mar, da antiga arte de esculpir o marfim, tal como fora praticada durante cinco séculos, tendo sido essa a contribuição dos baleeiros americanos para esta forma de arte já estabelecida. Deste modo, o "Scrimshaw", como arte popular, não foi mais do que uma adaptação pelos baleeiros americanos de um antigo ofício e não de uma actividade que tenha nascido da caça à baleia.

O próprio nome "Scrimshaw" tem uma origem incerta. Pensa-se que deriva de termos mais antigos, nomeadamente "skimshander", "scrimshonter" e "scrimshorn". Uma das mais antigas referências feita pelos próprios baleeiros está no diário de bordo da baleeira By Chance, de Darthmouth, em 1826, quando se refere o termo "scrimshonting". Por outro lado, uma das primeiras referências impressas aparece em 1850 no livro de Cheever The Whale and his Captors, onde aparece o termo "skimshander articles".

Tanto quanto se sabe, esta palavra parece porvir do holandês "skrimshander", que significa aquele que se deixa estar ou um "sujeito preguiçoso". … assim um termo que se pode facilmente transferir para bordo (tal é a caracterÌstica que os soldados atribuíam ao modo de trabalhar dos marinheiros) e que depressa se tornou a designação para o tipo de trabalho que os baleeiros faziam para ocupar o seu tempo de lazer durante as longas horas no mar.

Entre todas as embarcações de vela do Mundo, foi a bordo dos navios baleeiros que o "artesanato de bordo" se desenvolveu. À excitação da caça e da captura da baleia sucediam-se rapidamente grandes períodos de rotina e monotonia a bordo. Neste contexto, o "Scrimshaw" desempenha uma importante função: aliviar o terrível aborrecimento do mar e do céu, do lavar o convés, de alcatroar o casco, das longas horas a remar atrás de baleias que escaparam para o lado do vento. Não faltam nos diários de bordo das baleeiras americanas, inúmeras referências à monotonia e ao aborrecimento a bordo: "Os vigias do mastro estão todos a dormir lendo cartas velhas para encontrar algo de novo nada h· para fazer para além de olharmos uns para os outros", ou "Oh meu Deus, quanto tempo é que isto vai durar ainda", ou "Não vi nada senão o oceano e o navio e os meus companheiros de bordo nada de baleias nada de baleias nada de conversas não serve de nada pensar". Por isso, o Capitão William Reynard, do Abigail de New Bedford, diz que "Uma mente desocupada é um instrumento do diabo. Usamos o "Scrimshaw'".

Sentado no castelo da proa, com a luz de uma lâmpada de petróleo a brilhar directamente sobre o trabalho de "Scrimshaw" ou no convés sob a brilhante luz solar ou até no cesto do mastro durante o seu turno de vigia, o baleeiro continuava a sua obra, desenvolvia-a laboriosamente através dos processos estabelecidos ao longo dos anos.

A caça à baleia nos Açores fazia-se sempre junto à costa e os botes só eram arreados depois do aviso de baleia, pelo que, nestas ilhas, o "Scrimshaw" não nasceu a bordo mas em terra e pelas mãos de artes„os que poderiam ser ou não baleeiros. No entanto, foram os muitos açorianos que tripularam navios baleeiros americanos que consigo trouxeram não só um incontável numero de peças mas, sobretudo, as técnicas de fabrico que foram transmitindo de geração em geração.

Uma outra parte do cachalote também muito usada no "Scrimshaw" era o osso do maxilar inferior. Estas enormes peças, muito pesadas, eram limpas, cortadas e serradas para fazer bengalas, tacos e todos os tipos de acessórios, e as partes planas serviam de superfície para a gravação de desenhos. Usando estes produtos ao máximo, o artesão fabricava para seu uso próprio ou para venda ou oferta uma infinidade de objectos, como caixas de agulhas, chicotes, cabos para ferramentas, talheres, rolos de massa, carimbos, rocas, agulhas de tricotar, molduras de quadros ou de espelhos, broches, brincos, alfinetes, pentes, terços, colares e até leques

Desde cedo que no "Café Sport" se comercializava o artesanato em osso e dentes de baleia. E também desde cedo (com Henrique Azevedo) se começaram a guardar algumas das melhores peças de "Scrimshaw", mas foi com José Azevedo, 'Peter', que a colecção se desenvolveu verdadeiramente.

 

Desde cedo que no "Café Sport" se comercializava o artesanato em osso e dentes de baleia. E também desde cedo (com Henrique Azevedo) se começaram a guardar algumas das melhores peças de "Scrimshaw", mas foi com José Azevedo, 'Peter', que a colecção se desenvolveu verdadeiramente. Foram os trabalhos de "Scrimshaw" de Fátima Madruga Gomes (que desde nova trabalhava para o Café, fornecendo artefactos para venda), sobretudo os seus rostos humanos, que vivamente admiraram e impressionaram José Azevedo e o levaram a começar a guardar alguns deles. O crescimento do número de peças de vários artistas que foi entretanto e a partir daí guardando, o desenvolvimento da sua própria admiração por esta forma de expressão artística e, finalmente, o amadurecimento da ideia de que, com o fim anunciado da caça à baleia (e com ele o fim dos fornecimentos de matéria-prima para o "Scrimshaw") poderia abrir um espaço onde se ilustrasse, através dos artefactos, uma importante actividade económica destas ilhas, tudo isso, levou José Azevedo e o filho José Henrique a abrir o "Museu de Scrimshaw do Peter".

Nessa altura já trabalhava como artesão para o Café o artista Carlos Machado, que desempenhou importante papel na concepção e montagem do Museu. Este, quando abriu, já possuía a maioria das peças que hoje se apresentam e que se contam em cerca de mil trabalhos em osso e dente de cachalote.

Os melhores artistas de "Scrimshaw" que nestas ilhas trabalharam estão representados no espólio do Museu. Fátima M. Gomes, Carlos Machado, Gualter M. Barreto, João Fernandes Leal, Othon Silveira, António Manuel Machado, Rui Dias, Juvenal Castro, João Garcia, Manuel Garcia da Silva, Carlos Gomes, José Botelho Morais, Manuel D. Fagundes, Carlos Alberto Nunes Roberto, Família Luz, Dimas José A. Soares, Rui Oliveira e John Opstal, são os artistas cujos trabalhos estão representados neste Museu, cujo valor é incalculável sobretudo porque constitui um meio de preservar e manter viva, através das peças em exposição, a história e o testemunho dessa grande "aventura" que foi a caça à baleia nos Açores.

 
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"Peter Café Sport é o símbolo do andar dos homens livres pelo mundo formoso e sem fronteiras de raças nem de costumes"

Jacinto Viladomier, “Azul Profundo”
1990

 

Horário:

  10h-12h | 14h-16h
* excepto aos domingos

Preço de entrada: 2,50€

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